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Sumi-ê :
descrição segundo um artista dedicado à Arte. |
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Rodrigo
Dantas é um apaixonado pela cultura japonesa. E foram os traços
fortes e delicados dessa cultura que despertaram nele o artista
dedicado ao Sumi-ê, "o caminho zen da tinta preta". Uma
arte que nasceu do intercâmbio de estudantes entre Japão e China,
no início do século X, com o objetivo de trocar conhecimentos
ligados principalmente à religião e à caligrafia. Foi quando a
pintura oriental chinesa invadiu o Japão e passou a ser praticada
pelos monges zen-budistas como uma prática de busca pela paz
interior. Em todo o mundo, o Sumi-ê é usado não só como
exercício de relaxamento e concentração, mas para aumentar a
agilidade. "Cada traço deve ter a rapidez e a precisão de um
golpe de espada e a inspiração artística é transmitida no prazo
mais curto possível sem que se tenha tempo de refletir sobre o que
está sendo feito, seguindo apenas a inspiração espontânea, a
intuição", explica Rodrigo Dantas. Ele conta que o Sumi-ê é
um tipo de pintura que não pode ser corrigida, e uma pincelada
errada compromete o trabalho. "Cada traço deve ser encarado
como único. Se existir algum erro, ele está morto e, portanto,
toda a obra", esclarece Rodrigo.
No Sumi-ê, tudo tem significado.
A filosofia oriental é mantida através de figuras representativas.
Quatro delas resumem a busca pela consciência humana. São os
chamados "os quatro nobres": o bambu, simbolizando a
flexibilidade e o vazio interior
necessário para absorver novos conhecimentos; a orquídea,
representando o refinamento e a suavidade da mulher; o crisântemo,
que faz referência ao shákara do conhecimento e a ameixeira, que
simboliza o respeito à sabedoria dos mais velhos. "Uma pessoa
que adquire essas quatro qualidades tem condição de viver bem e
tratar bem o outros", afirma.
Os espaços em branco
que para os japoneses representam o universo, revelam
a linguagem simbólica do Sumi-ê . Esse é o motivo da ausência de
cenários. Os traços simples do Sumi-ê propõem a busca pela
essência das coisas, e os artistas devem passar para o papel o
espírito do objeto e sua energia vital. "A pintura tem de ter
vida própria e não existe pretensão de criar uma obra realista",
explica Rodrigo.
Rodrigo Dantas Casillo Gonçalves
rcasillo@terra.com.br
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| Sumi-ê
: a pintura japonesa, segundo a artista Suely Shiba. |
O SUMI-Ê originou-se na China e baseia-se espiritualmente no Zen Budismo.
Sua característica está na rapidez em que é realizado, não permitindo reflexão, correção ou repetição, devendo o artista fluir em sua inspiração natural.
Outra característica desta arte tradicional está relacionado não como forma de expressão, mas sim com o objetivo da paz espiritual.
Os princípios estéticos e filosóficos da pintura SUMI-Ê são : assimetria, singeleza, naturalidade, profundidade, desapego, quietude e serenidade interior.
A aprendizagem da pintura SUMI-Ê é muito mais que o exercício de uma arte, é um caminho espiritual para o equilíbrio e a paz interior.
SUELY SHIBA, praticante da Arte Marcial AIKIDO há 12 anos, 2º DAN, e 8anos da pintura SUMI-Ê, une as artes em total harmonia, combinando os movimentos das pinceladas em gestos simples, suaves, puros e nobres.
Os temas dos cursos são: flores, pássaros, animais e paisagens no tradicional estilo japonês em preto e branco e, também seguindo as tendências atuais em cores.
Não é preciso Ter conhecimento de desenho e pintura para a prática desta arte.
Cursos / Informações:
Tel: (011) 5042-4461 - S.Paulo -SP
Av. Ver. José Diniz, 2571 - Brooklin SP
e-mail: suelyshiba22@yahoo.com.br
www.sumiearte.com.br
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